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Cíntia Ertel

Meu nome é Cíntia. Eu sou brasileira, nasci no interior de Santa Catarina, numa cidade cheia de pessoas boas, trabalhadoras e criativas chamada Itapiranga. Em Itapiranga, temos muitos descendentes de alemães e, por isso, desde pequena, eu me interessei por outras culturas e pela história de meus descendentes. A família da minha mãe descende de alemães, já a família do meu pai é descendente de libaneses e portugueses. Então as misturas culturais na minha história são mesmo grandes! E a vontade de viajar e conhecer essas culturas também.

Eu peguei o gosto por viajar porque desde pequena fui incentivada pelo meu pai. Meu pai sempre me levou muito para viajar pelo Brasil. Em todas as minhas férias, eu e minha família íamos para um lugar mágico do Brasil. E cada vez íamos mais longe. Quando cresci e passei a viajar sozinha, comecei a explorar a América do Sul e não demorou muito para que eu cruzasse o Oceano e parasse na Europa.

Hoje eu vivo em Luxemburgo, o último Grão-Ducado do mundo. A minha história de imigração é quase que um retorno para minhas origens. A minha bisavó alemã veio da região de Hunsrück. É como se eu tivesse fechado um ciclo de imigração. Os antecedentes de minha avó, saíram da Alemanha, da fronteira aqui com Luxemburgo para o Brasil e eu voltei. Depois de sete anos em Luxemburgo, eu virei luxemburguesa. Para me tornar luxemburguesa eu tive que aprender a falar luxemburguês. E falar luxemburguês criou mais um mundo dentro de mim.

Aliás, Luxemburgo me proporciona muitos mundos. Eu falo alemão, porque meu marido é alemão e aprendi por causa dele. Eu tive que aprender francês, porque é a língua mais falada em Luxemburgo. E aqui descobri Portugal. A grande maioria dos meus amigos em Luxemburgo são portugueses e por causa deles fui muitas vezes visitar Portugal e me encantei com o país, com a cultura e a origem da minha língua materna. Minha irmã morava na Estônia e a empresa dela abriu uma filial em Portugal. Foi fácil convencê-la a se mudar para Lisboa. Hoje eu tenho então mais um grande motivo para ir sempre a Portugal. Minha melhor amiga mora lá.

Comecei a escrever muito cedo. Na escola foram pequenos livros, na faculdade, jornaizinhos e quando grande, cedi ao mundo do trabalho e exigências da vida e deixei o meu lado escritora para trás. Experiências ruins de trabalho me fizeram sentir que eu não era boa em muita coisa e minha autoestima se denegriu bastante. Até que eu decidi rodar a baiana e colocar fora da minha história de vida aqueles que me fazem mal e focalizar nas pessoas e em tudo que me faz bem. Foi quando eu terminei meu doutorado em Psicologia pela Universidade de Luxemburgo e voltei a escrever com prazer. Eu também tive a oportunidade de escrever alguns artigos para o jornal português local de Luxemburgo e contar algumas histórias de Luxemburgo no meu blog[1]. Mas foi mesmo durante a pandemia que a magia aconteceu. Eu passei muito tempo com meus dois filhos, o Benjamin e a Martina, e a minha criatividade e vontade de escrever voltaram com a velocidade da luz! Eu comecei a anotar nossas conversas e dessas anotações surgiram várias histórias. Eu escrevia para mim porque aquilo me fazia bem.

Até que um dia, as pessoas incríveis que estão ao meu redor me falaram para tentar publicar as histórias que escrevi. E, por que não? O que eu teria a perder? E por isso a história do papagaio imigrante está hoje aqui. Espero que essa história ajude de alguma forma crianças, jovens, pais e adultos a refletirem sobre imigração, como ela me ajudou.

Cíntia Ertel Silva


[1] https://cafegraoduque.blogspot.com/

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